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Breve história da EORNA

Em 1980, na Suiça, Lausanne, durante o 2º Congresso Mundial de Enfermeiros de Sala de Operações, organizado pela AORN – Association of periOperative Registered Nurses – alguns enfermeiros perioperatórios da Áustria, França, Alemanha, Irlanda, Suécia e Reino Unido, aí presentes, reuniram-se para discutir sobre a possibilidade de formalmente se encontrarem e trocar ideias sobre a enfermagem perioperatória na Europa, pois consideravam que a problemática do exercício seria semelhante e comum aos vários países europeus.
A primeira reunião informal realizou-se em 1981 em Brighton no Reino Unido.
O desafio proposto nessa altura foi o de organizar um dia europeu de enfermagem perioperatória durante o Congresso anual da Associação Inglesa, na altura NATN – National Association of Theatre Nurses.

Este evento foi um sucesso e a partir daí os encontros sucederam-se de uma forma bastante desorganizada. Os países enviavam delegados que não ofereciam continuidade o que conduzia a um grande desperdício de energia.
Em 1990, em Mannheim, na Alemanha, o grupo iniciou a sua reestruturação com base em cinco pontos:
• Só duas pessoas podem representar uma Associação Nacional;
• As representantes de cada Associação deverão permanecer o máximo de tempo possível para dar continuidade aos trabalhos;
• Uma das representantes deve permanecer pelo menos dois anos;
• Uma acta das reuniões deve ser enviada a todas as Associações Nacionais presentes;
• Os tópicos para a reunião deverão ser enviados às Associações com antecedência para poderem ser preparados.

Portugal iniciou os contactos com o grupo, em 1989, em França, esteve numa segunda reunião, no Reino Unido em 1991.
Nessa reunião foi definido a quotização de cada Associação Nacional, foi muito discutida a presença da Associação Holandesa, representada por técnicos, uma vez que não há enfermeiros a trabalhar nos Blocos Operatórios. A presença da LVO foi rejeitada por Espanha, Portugal, Suiça e Dinamarca. França fez uma declaração de voto e foi aprovada pela Suécia, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Irlanda e Reino Unido.

Ficou decidido que a Holanda poderia fazer parte do grupo mas não votaria em questões relacionadas com “nursing practice”.

Nesta reunião e tendo em vista a livre circulação entendeu-se urgente iniciar a elaboração de um “European Common Core Curriculum for Operating Department Nursing ”.
Ficou também decidido que o Reino Unido liderava este grupo até 1993 e que as reuniões seriam realizadas duas vezes por ano, na Primavera e no Outono.

Na reunião da Primavera de 1992, em Copenhagem, na Dinamarca, onde estavam presentes 17 países, a Associação foi formalmente organizada e adoptou o nome de EORNA.
Os seus objectivos são:
• Ser um grupo de enfermeiros de sala de operações europeu que troca informações e ideias para realçar e desenvolver a prática dos cuidados perioperatórios;
• Representar e ser a voz dos enfermeiros especialistas em cuidados perioperatórios;
• Promover o reconhecimento profissional dos enfermeiros perioperatórios, na Europa;
• Promover e manter um elevado nível de cuidados de enfermagem ao doente, no bloco operatório;
• Definir e implementar os conceitos éticos da prática da enfermagem perioperatória;
• Desenvolver a investigação na área da enfermagem perioperatória;
• Desenvolver um nível standardizado de formação/educação na área da enfermagem perioperatória;
• Colaborar com outras Organizações com interesses relacionados.

Em 1992, a reunião de Novembro realizou-se em Portugal.

Actualmente a EORNA é constituída pelas Associações Nacionais dos seguintes países: Áustria, Bélgica (2 Associações), croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, (entrou em 2005), Irlanda, Islândia, Itália, Israel, Holanda, Noruega, Portugal, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suiça, Reino Unido.
Website: www.eorna.org


Estrutura da EORNA
O “BOARD OF DIRECTORS” – delegados de todas os países membros é liderado pelos “OFFICERS” – presidente, vice presidente e coordenadores, são eleitos pelo “Board of Directors”. Todos os “Officers” são de países diferentes. Os coordenadores são dois e do mesmo país.
Os Officers são eleitos por três anos e não podem ser nomeados para qualquer outro cargo nos seis anos seguintes ao termo do mandato.
Só o Presidente pode ser nomeado para um segundo mandato.
A presidência esteve na Dinamarca de 1993 a 1995 – Lena Noerkjaer; no Reino Unido de 1996 a 1998 – Margaret Brett, na Finlândia de 1999 a 2005 – Kristiina Junttila e na Suécia vai estar até 2008 – Irini Antoniadou.
A vice Presidência esteve em França de 1993 a 1994 – Danielle Mora, na Suiça de 1995 a 1997 – Marie Wenger, na Eslovénia de 1998 a 2000 – Zorica Suligoj, em Portugal 2001 a 2003 – M.ª José Dias Pinheiro, e em Espanha até 2006 – Dolors Homs.
Os coordenadores foram em 1993 Reino Unido – Sue Vincent e Margarett Brett, de 1994 a 1996 Bélgica Flamenga – Linda Gussé e Ivo Schoeters, de 1997 a 1999 na Irlanda – Anne O’ Callaghan, Eileen Malone/Maureen Flynn, de 2000 a 2003 na Grécia – Aphroditi Faitatzidou, Katerina Kastrinaki e de 2004 a 2006 na Holanda – Henk van Meer, Eric van Cadsand.

Actualmente os delegados da AESOP na EORNA são Maria José Dias Pinheiro e Maria Helena Martins – Presidente da AESOP.
 

Organização/estrutura do trabalho da EORNA
As reuniões do “Board” (dois dias) realizam-se duas vezes por ano, na Primavera e no Outono. Estas reuniões realizam-se nos diferentes países membros conduzindo a uma maior partilha de conhecimentos e das culturas.
Os “Officers” reúnem-se um dia antes e no dia seguinte para coordenarem os trabalhos, delegarem os trabalhos para casa e partilharem as responsabilidades.
A língua oficial da EORNA é o Inglês.
 

Objectivos estratégicos
• Implementar e desenvolver a investigação na área da enfermagem perioperatória;
• Elaborar standards relacionados com os cuidados perioperatórios;
• Promover a aprendizagem ao longo da vida profissional através de oportunidades de educação/formação;
• Fortalecer a voz dos enfermeiros perioperatórios e influenciar através de comunicação em rede;
• Relacionar-se e colaborar com organizações Europeias e Internacionais relevantes;
• Melhorar e fortalecer a estrutura e organização da EORNA;
• Manter e melhorar a situação financeira da EORNA.
 

Resultados já alcançados
• Uma estrutura organizacional que permite um trabalho eficaz;
• Um European Common Core Curriculum for Operating Department Nursing;
• Realização de alguns trabalhos de investigação;
• Realização de três Congressos Europeus;
• Colaboração com Organizações Europeias e Internacionais;
• Parcerias com Indústria de dispositivos médicos.
 

EORNA Comités
Para facilitar e rentabilizar o trabalho foram criados Comités e dentro de cada Comité alguns grupos de trabalho.
Assim os Comités existentes são os seguintes:
• Educational Committee (EC)
• Organizational Committee (OC)
• Committee for Perioperative Nursing Care Issues (PNC)
• Scientific Task group (STG)
• EORNAC Committees
• Organising committee;
• Scientific committee.

As delegadas portuguesas pertencem ao Educational Committee (Dias Pinheiro) e Committee for Perioperative Nursing Care Issues (Helena Martins).
Cada país deve providenciar para que sempre que haja mudança de delegadas os novos possam integrar os Committees onde estavam aqueles que vão ser substituídos.

European Common Core Curriculum for Operating Department Nursing
Com a elaboração do Curriculum pretendeu-se dar o primeiro passo no sentido de tornar as competências e as práticas da enfermagem perioperatória transversais a toda a Europa.
O currículo foi concebido para ser flexível em cada país, capaz de ser integrado nas Escolas de Enfermagem, devendo manter no entanto, mecanismos de controlo suficientes que assegurem uma coesão e qualidade aceitáveis.

Para a elaboração do Currículo a EORNA partiu dos seguintes pressupostos:
• O enfermeiro de sala de operações/perioperatório é responsável pelos cuidados individualizados que presta em unidades ou serviços onde se encontram doentes agudos ou em estado crítico, submetidos a exames invasivos ou intervenções cirúrgicas.
• A enfermagem perioperatório compreende a promoção da saúde, prevenção, reabilitação e medidas que visam a preservação do ambiente, em doentes que estão em situação critica ou de stress.
• A enfermagem perioperatória deve ser implementada e orientada por objectivos, tendo por base uma abordagem holística do individuo enquanto pessoa, considerada nas suas componentes física, psicológica, espiritual e social.
A intenção deste programa comum, é a de proporcionar a formação pós básica essencial, que será requerida por todos os países, ao permitirem que um enfermeiro vindo de outro país possa trabalhar num bloco operatório.
Neste currículo está implícito que a teoria e a prática serão contínuas ao longo do programa, com ênfase na aplicação de princípios e conhecimentos adquiridos em teoria para baseá-los na prática dos enfermeiros perioperatórios.

O curso é apresentado em 4 módulos:

 

Módulo

Finalidade do
Módulo

n.º horas
teóricas

n.º horas
práticas

Total de
horas

1 –
Princípios básicos de
enfermagem perioperatória
Desenvolver as competências básicas, conhecimento e compreensão do papel do enfermeiro, como profissional, na prestação de cuidados individualizados de enfermagem perioperatória 180 h. 120 h. 300 h.
2 -
Competências cirúrgicas
em enfermagem perioperatória

Integrar o enfermeiro nas diferentes especialidades cirúrgicas.
Inclui todos os cuidados de enfermagem prestados durante o período perioperatório e o desenvolvimento de técnicas específicas em cada cirurgia.

285 h. 190 h. 475 h.
3 –
Enfermagem de anestesia
Compreender e valorizar a área da prestação de cuidados de enfermagem de anestesia, utilização e manutenção correcta de todo o equipamento e actuação nas diferentes técnicas anestésicas. 180 h. 120 h. 300 h.
4 –
Desenvolvimento do
enfermeiro como pessoa
e profissional
Permitir uma visão global e especifica da enfermagem perioperatória, bases teóricas e problemas éticos. Relações internacionais e desafios futuros.
Tornar o enfermeiro capaz da gestão, do planeamento sistemático, da implementação e avaliação das actividades perioperatórias e perito nos cuidados.
111 h. 74 h. 185 h.
Total   756 h. 504 h. 1260h.

Este Currículo é construído a partir da seguinte filosofia acordada por todas as Associações dos países membros da EORNA.

“Os indivíduos submetidos a cirurgia invasiva ou procedimentos anestésicos, têm o direito de serem cuidados por pessoal qualificado num ambiente seguro enquanto estiverem numa unidade perioperatória.

Esse enfermeiro, experientes e qualificados, trabalhando numa equipa multidisciplinar, prestará cuidados com competência, mostrando conhecimentos baseados nas mais recentes pesquisas relacionadas com o Bloco Operatório e os cuidados perioperatórios.

A utilização sistemática de uma abordagem holística dos cuidados, deve manter a identidade e dignidade de cada indivíduo doente, sem prejuízo do seu estado de saúde, nacionalidade, credo, religião ou outras crenças.

O doente, familiares e outras pessoas significativas, têm o direito de receber informação necessária, bem como apoio emocional e físico que lhe permitam ultrapassar as fases dos cuidados perioperatórios.” EORNA 1996

Estamos na altura de rever o Curriculum. Para isso entendeu-se necessário fazer um questionário a todos os países membros de modo a ficar a saber-se a actual situação da enfermagem perioperatória na Europa. Entendeu-se também ser necessário definir o perfil e as competências do enfermeiro perioperatório.
O trabalho relacionado com o questionário, conduzido pelo Educational Committee ficou concluído em Janeiro de 2005 e a definição do perfil e das competências está a ser trabalhado pelo mesmo Comité.
Com base nestes trabalhos mencionados anteriormente será iniciada a revisão do Curriculum.
 

Trabalhos de investigação
Foi realizado pela EORNA um trabalho de investigação sobre a situação da Enfermagem perioperatória na Europa. Esse trabalho foi concluído em 2000 e a AESOP já o divulgou numa das suas Revistas.
 

Congressos
O primeiro Congresso da EORNA realizou-se em Bruxelas, Bélgica, de 17 a 19 de Abril de 1997. O tema do Congresso foi “Os benefícios do trabalho em equipa” e teve a presença de 1500 participantes.

O segundo Congresso, realizou-se em Bergen, Noruega, de 11 a 14 de Maio de 2000 com o tema “Enfermagem perioperatória no novo milénio” e contou com 1100 participantes.

O terceiro foi em Creta, Grécia, de 10 a 13 de Abril com o tema “Do mito à evidência” e estiveram presentes 1817 participantes.

O próximo Congresso será em Dublin, Irlanda, de 25 a 28 de Maio de 2006 e o tema é “Cuidados Perioperatórios: no caminho da excelência”

Em todos os Congressos a delegação portuguesa esteve entre as dez primeiras.
 

Klinidrape EORNA perioperative nursing foundation
A Fundação Klinidrape EORNA é uma fundação não lucrativa de carácter educacional criada em Bruxelas, em 1997, como reconhecimento do êxito do 1º Congresso da EORNA.
A missão da fundação é promover a enfermagem perioperatória, incentivando a investigação e/ou a transferência de conhecimentos e competências na área do bloco operatório, em benefício do doente.
Na prossecução da sua missão estabeleceu um prémio que é atribuído de três em três anos durante os Congressos da EORNA.
Os representantes nacionais da Molnlycke Health Care em parceria com as Associações Nacionais fazem a divulgação do Prémio. Todos os enfermeiros sócios das Associações Nacionais podem candidatar-se ao Prémio desde que respeitem os critérios estabelecidos pela fundação. O vencedor nacional será seleccionado, por um júri nacional constituído por elementos da Direcção Nacional da Associação e por representantes da Molnlycke Health Care nacional.
O vencedor nacional recebe uma bolsa de 1000€ para desenvolvimento do projecto.
Os trabalhos vencedores a nível nacional serão submetidos a um Júri europeu. Deles será seleccionado um vencedor.
O Prémio de 2000 foi atribuído a Elizabeth Farrell da Irlanda que concorreu com o trabalho “What do Operating Department Nurses know about ionising radiation in a single hospital”.
O de 2003 foi atribuído a Erlin Oskarsdottir que concorreu com o trabalho “Solitary struggle – getting back to normal”.

Tem para nós, AESOP, sido muito gratificante e uma ocasião de muita aprendizagem e partilha fazermos parte deste grupo.
O percurso não tem sido fácil. Há dificuldades na língua, nos conceitos, nas culturas e muitas vezes é penoso encontrar o fio condutor para determinado objectivo.
Outra das dificuldades sentidas é a mudança frequente dos delegados que atrasa os trabalhos, conduzindo a quebra de continuidade.
Temos consciência que o nosso trabalho tem sido muito útil, que temos demonstrado um sentido ético e de responsabilidade muito grande, mantendo posições e lutando por convicções muitas vezes só com o apoio de um ou dois países.
Tenho sido ao longo destes anos a 1º delegada da AESOP mas quero expressar a minha gratidão às enfermeiras Mercedes Bilbao, Margarida Guia e actualmente Helena Martins que me têm acompanhado e muitas vezes amparado neste trabalho Europeu.

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Última actualização em 2017-12-12