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Discurso de Encerramento

Caros Colegas, minhas Senhoras e meus Senhores:

 

Estivemos reunidos nos últimos 3 dias, neste ambiente de trabalho, bem característico do contexto perioperatório (elevada cadencia, elevada complexidade, risco elevado e procura da eficiência e da excelência dos processos).

 

Nada disto é possível, sem trabalho árduo de todos os que, uma vez mais, colaboraram de forma voluntária na organização e desenvolvimento deste décimo oitavo congresso nacional da AESOP. A eles a minha homenagem institucional e o reconhecimento público.

 

A AESOP, continua a desenvolver esforços de forma cívica e profissional, com vista a aumentar as garantias de que, qualquer cidadão deste país,que necessite de cuidados de saúde no âmbito perioperatório, tenha cuidados de saúde universalmente de qualidade.

 

Este congresso, também foi um espelho desta estratégia, dando destaque em painéis temáticos, onde se refletiram vários temas e que descrevo sumariamente:

 

O programa STOP infeção, continua o seu desenvolvimento e aparentemente tem condicionado melhores resultados relativamente ás infecções associadas aos cuidados de saúde; temos esperança que esta tendência se mantenha e se demonstrem resultados sedimentados deste esforço de organização.

 

A eficiência, na perspetiva da redução de não conformidades e da prestação de cuidados seguros e efetivos num único momento, estão na ordem do dia, tendo em conta os desafios para onde a economia nos empurrou; afirmo que já devíamos ter iniciado este processo há mais tempo; a AESOP, de forma não objetiva, tem centrado a sua atividade de várias décadas, na afirmação de prestar cuidados de qualidade, com vista a resultados adequados ao conhecimento cientifico.

 

A afirmação do grau de civismo das sociedades, deve ser baseado, na procura constante de respostas ás necessidades dos seus cidadãos e á sua capacitação, onde se destaca a inclusão da comunidade como parceira na prestação de cuidados; a presença da família / pessoa de referência, junto dos cidadãos que necessitam de cuidados de saúde, nas organizações de saúde, não é um assunto novo; no entanto como percebemos ainda não existem consensos, vontade expressa dos profissionais de saúde ou o emponderamento dos cidadãos para o exigirem; mais energia é necessária á melhoria dos processos; contamos com todos vós, para fazer acontecer a mudança.

 

A resposta á catástrofe, não é algo comum á sociedade onde vivemos, e isto, direi, tem algo de muito positivo: vivemos num dos países mais seguros do mundo. Tivemos uma sessão emocionada, que reflete a humanidade dos profissionais perioperatórios.

 

Isto não nos deve deixar alheados da necessidade de organizar a logística de resposta a situações deste tipo; tivemos entre nós enfermeiros perioperatórios, com experiencia vivida nas respostas á pior das situações em cuidados de saúde: o momento da disrupção e do esgotamento da capacidade instalada. Ficamos com a noção que nos temos que reorganizar e preparar resposta sistemática á exceção.

 

A segurança na administração medicamentosa, foi definida como o 3º desafio da OMS, para a segurança do doente; o ambiente perioperatório, é uma área de elevado risco, pelo volume de medicamentos administrados e pelas características dos mesmos (percentagem elevadíssima de medicamentos de alerta máximo); esse facto e sempre na procura da segurança e excelência de cuidados, levou-nos á reflexão geral sobre este assunto; estou convicto que foi muito positivo, mas gostaria de realçar o estabelecimento de parceria multiprofissional com a Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, com vista a definir processos normalizados com vista ao aumento da segurança. Temos esperança de que o futuro nos mantenha síncronos na procura de soluções cada vez mais seguras.

 

Tudo isto são partes de um todo, que se consubstancia na missão da AESOP: a promoção específica dos cuidados de Enfermagem Perioperatórios; sem registos clínicos da atividade ou sem a garantia de competência profissional para a pratica de cuidados especializados em Enfermagem Perioperatória, direi, teremos um edifício com alicerces assentes em areias movediças; a AESOP, continua o seu trabalho de influencia (Loobing se quiserem) de normalização de processos e competências com vista a garantir cuidados de enfermagem especializados de Enf. Perioperatória, mas precisamos que os Enfermeiros Perioperatórios demonstrem a sua preocupação e a sua vontade para que isso seja regulado em definitivo.

 

Para isso a AESOP, necessita do apoio inequívoco de todos os Enfermeiros Perioperatórios e isto só se pode fazer de uma forma: pelo associativismo e pela adesão enquanto sócio á AESOP; todos gostamos de falar sobre o que os outros não fazem; eu repetiria, comecemos a perguntar o que cada um de nós pode fazer.

 

A AESOP tem trinta anos, está madura e por essa razão tem obrigações formais; estamos compenetrados nessa obrigação, mas precisamos que todos se mobilizem de forma a dar continuidade e energia ás atividades; estamos sempre abertos a procurar novos caminhos, promovemos a investigação (apresentamos um novo prémio que esperamos tenha uma grande adesão), desenvolvemos formação e treino, tomamos posição pública sobre assuntos que nos parecem relevantes, e muitas outras ações que vamos concluindo ser uteis aos profissionais e aos cidadãos. Queremos fazer mais, mas direi que estamos com a nossa capacidade instalada esgotada.

 

Faço um apelo: juntem-se á AESOP, proponham atividades, aliem-se e promovam as atividades que a todos pertencem.

 

Finalizo, afirmando “O nível de reconhecimento, não nos confere privilégios ou nos dá poder; impõe-nos mais responsabilidade” Peter Drucker

 

Está encerrado o XVIII Congresso da AESOP

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Última actualização em 2018-04-18